sexta-feira, agosto 18, 2006

Limites

Irritam-me os fulanos (sempre quis escrever um post com a palavra fulano/os que soa a levemente depreciativa, levemente...) que dizem (geralmente escrevem) que as auto-estradas não deveriam ter limites de velocidade. Enquanto uma das principais causas de acidentes mortais nas estradas for, note-se bem, o excesso de velocidade parece-me um contrasenso ilimitar a dita velocidade. (E para quê ilimitá-la se sendo limitada ninguém a cumpre? Acho que é para andar tudo com o pé a fundo mas de consciência tranquila...). (Enquanto andar tudo alcoolizado a conduzir fará sentido liberalizar limites? A quem? Aos que não distinguém sequer os números do conta quilómetros? Aos que já não vêm nem um boi á frente? Não me parece...

Mentirosos

Mentirosos, os gaijos das tabaqueiras, é o que eles são. Mas se pensam que vou deixar de fumar por os maços deixarem de dizer light, estão enganadinhos, assim como assim já bebo muito refrigerante light. Venham os maços heavy que eu alinho!

quinta-feira, julho 13, 2006

Ando ao Tomb (os)

E eu raladinha que esteja um calor do caraças... Finalmente comecei a jogar o novo Tomb Raider, Lara és a maior!
Há lá coisa melhor que andar aos saltos e tiros ? ( ir á praia? nãaaaaa) (ir aos saldos? hummmmmm).

quarta-feira, junho 28, 2006

This is the day

Well you didn´t wake up this morning
Because you didn´t go to bed
You were watching the whites of your eyes turn red
The calendar on your wall
Is ticking the days off
You'v been reading some old letters
You smile and think how much you´ve changed
All the money in the world
Couldn´t buy back those days

You pull back the curtains
And the sun burns into your eyes
You watch a plane flying across aclear blue sky
This is the day
Your life will surely change
This is the day
When things fall into place

You could´ve done anything
If you wanted
And all your friends and family think you're lucky
But the side of you they'll never see
Is when you´re left alone with the ememories
That hold your life together like glue

The The
"Soul Mining"

Sou só eu?

Só só eu que não quero saber do Mundial de Futebol?
Não tenho bandeira na janela, nem t-shirt verde e vermelha, não vejo os jogos (ás vezes espreito um bocadinho ...). Não torço nem destorço pela selecção portuguesa (acho apenas simpático ganharem) . Estas coisas do futebol aborrecem-me, todos os anos a mesma coisa (não é em todos mas juro que parece). E eu ralada com o Mundial!

domingo, junho 18, 2006

terça-feira, abril 18, 2006

Já não há heróis

Fascinada com os senhores deputados que foram picar o ponto e depois se piraram para as férias da Páscoa... São os meus heróis e serão o exemplo a seguir ! (Até tenho pena de não ter ponto para picar que eles íam ver!). (se bem que esta fica ainda aquém de terem direito ao passe social !).

Areias

Mar adentro rasgas a espuma. Cheiras-me a limos. Limas. Agre o cheiro. Mar afora sacodes a maresia. Heresia a minha....meu amigo : deixa, qualquer dia chega o Verão e poderemos fazer fogueiras debaixo das estrelas (são elas as mais belas). Eu ateio e tu avivas. O fogo que se propague. Propagandearemos (isto existe?) lumes fátuos, guardaremos os vestidos, as camisas e as gravatas. Factos consumidos e já vestidos para a cerimónia que se avizinha, a do começo da despedida.

sexta-feira, janeiro 27, 2006

intervalo

"... restava sempre um pequeno intervalo de inimaginável entre a inexactidão da idéia e a precisão da realidade e era precisamente essa lacuna que lhe tirava o sossego. "

Kundera, Milan "A insustentável leveza do ser"

quarta-feira, janeiro 18, 2006

To have one´s heart in one´s mouth

Chupo-te o sangue. Ficas sem pinga. Depois convido-te para um almoço tardio com candelabros. bebes-me as lágrimas e ficamos sem saber se o amor se acaba. Os tempos são negros e os teus olhos àgua contra rochedos. Rochedos onde me estendo e enfeito e tu lavras-me gritos no peito. Acerca-te porque a cerca que nos cerca não serve para desistirmos. Antes despirmos esta roupa que é apenas primeira pele. (O teu beijo sabe um bocadinho a fel...). Faz-me uma declaração de amor. Por escrito. Senão proscrevo-te. Espero que me desates, a escrever ou a qualquer coisa. Não atas. Desmancha os laços. Dá antes nós. Eu podia viver num castelo, que tu podias assombrar. Não era nada diferente dos medos que me trazes, nem do amor que não conseguimos matar. Ou de como nos vão suicidando todas as palavras que não conseguimos falar. pelo menos, ou ao menos por isso, mata-me a sede de sangue. Do teu. Aos borbotões.

quarta-feira, dezembro 28, 2005

eu raladinha

E eu ralada que o ano acabe. Começa logo outro no dia a seguir!

sexta-feira, dezembro 16, 2005

The dance of bad angels

What a journey
So hard to describe
Your harbour so small
The ocean so wide
Spin the wheel, spin the wheel
Go wherever she spins
Surrender to this wave that´s rolling in

Homing fingers
Starting to dig
Raising expectations
Lifting the lid
There´s a show going down
Going deeper within
I long to lose myself
Inside yor skin

What a feeling under the stars
My body´s rotating from Venus through Mars
There´s a war going on
Between my head and my heart
I wonder how they grew
So far apart

I´m so shaken, about to explode
The myth of kissing princes
Is they turn into toads
There´s a war going on
Between the sun and the moon
Before they come to terms we´ll be consumed

Oh my god , please take me now
I´m ready for ascension
If i only knew how
Give me wings, give me wings
Now i´m stuck on the ground
Receive this blood and bones
I´m homeward bound

See the statue growing wings
This singer was a virgin
Until he conceived
God is love, God is love
And her lover i´ll be
I long to leave the worls in ecstacy

Dance with me around this fire
The dance of bad angels who´d love to fly higher
God is love, God is love
And her lover i´ll be
long to lead the world in ecstacy

Booth and the Bad Angel "The dance of Bad Angels"


Dance it, madly!

Pai Natal dependurado

O Pai Natal não costumava vir pela chaminé, ou sou eu que já sou antiga? Só o vejo agora dependurado em qualquer varadinha que se preze... Já há poucas chaminés? Que venha por cabo, bata á porta, whatever, agora pendurado na janela? bhaaaaaaa (e reparando bem ...está cada vez mais magro...bhaaaaa)

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Purple than midnight

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Impossibilidade

Entre outras impossibilidades, descobri que as pessoas não se entendem por palavras e que as palavras às vezes até fazem falta ou, pelo menos, podem ser muito bonitas.
Já tinha dado conta que muitas vezes ninguém percebia metade do que eu dizia, mas achava muito normal. Agora vejo também que raras vezes o que me dizem é para eu perceber, que as palavras não correspondem com aquilo que me querem dizer.
Pode ser que a semântica em certos casos até nem interesse nada (sempre achei que era esse o caso).

quinta-feira, dezembro 08, 2005

Música festiva

Burn

Don´t look, don´t look
The shadows breathe
whispering me away from you
don´t wake at night to watch her sleep
you know that you will always see
this trembling, adored, toussled, bird-mad girl

every night i burn
every night i call you name
every night i burn
every night i fall again

don´t talk of love´cause shadows blur
murmuring me away from you
don´t talk of worlds that never were
the end is always ever true
there´s nothing you can ever say
nothing you can ever do

still every night i burn
every night i scream your name
every night i burn
every night the dream´s the same
every night i burn
waiting for my only friend
every night i burn
waiting for the world to end

just paint your face and shadow smile
slipping me away from you
oh it doesn´t matter how you hide
find you if we´re waiting to
so slide back dow and close your eyes
sleep a while-you must be tired

when every night i burn
every night i call your name
every night i burn
every night i fall again

every night i burn
scream the animal screams
every night i burn
deam the crow black dream

dream the crow black dream

still every night i burn, every night i scream your name
every night i burn, every night the dram´s the same.

every night i burn, screaming the animal scream
every night i burn, dreaming the crow black dream

dreaming the crow black dream.

Play it really loud
the cure - the crow soundtrack




quarta-feira, dezembro 07, 2005

Natal é quando o homem quiser...

...e quando não quiser? Pode -se desistir? É preciso avisar? Quem?

(ainda nem começou e já me cansou!)

quinta-feira, novembro 10, 2005

Ring in

Alô experiência...um dois...publicar imagem...já está? É assim? Qual será o resultado? logo se ve...
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segunda-feira, outubro 31, 2005

Fumar é feio...

Vi dois anúncios, um com uma senhora com o dedo no nariz e outro com uma senhora a espremer uma borbulha. Assinatura: feio é fumar!
Sim, fumar é mais feio do que tirar macacos do nariz ou do que espremer uma borbulha cheia de pus no meio da rua, é também mais feio do que cortar as unhas no autocarro, escarrar na rua, tirar a cera do ouvidinho com a unhaca do dedo mindinho, etc.
Fumar faz mal, se é feio ou bonito...
Acham que convencem algum fumador a deixar o vício dizendo que fumar é feio? Se não nos convencem escrevendo em letras garrafais no maços que fumar mata, assim muito menos. Só quem não fuma é que acha que fumar é feio. É preciso agora é convencer os fumadores.

sexta-feira, outubro 28, 2005

Outono (ou "Em nome do amor puro")

"Em nome do amor puro

(...) Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Teixeira de Pascoaes meteu-se num navio para ir atrás de uma rapariga inglesa com quem nunca tinha falado. estava apaixonado, foi parar a Liverpool. Quando finalmente conseguiu falar com ela, arrependeu-se. Quem é que hoje em dia é capaz de se apaixonar assim?
Hoje em dia as pessoas apaixonam-se por uma questão prática. Porque dá jeito. porque são colegas e estão mesmo ali ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato. Por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
(...) O amor passou a ser passivel de ser combinado.(...) O amor tornou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica da camaradagem.A paixão, que deveria ser desmedida, é na medida do possível.(...)
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há. (...)
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o medo, o desiquilíbrio, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra.
(...)
Amor é amor. É essa a beleza. É esse o perigo. O nosso amor não é para os compreender, não e para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor é para nos amar, para levar-nos de repente ao céu, a tempo de ainda apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida ás vezes mata o amor. A "vidinha" é uma conveniência assassina.
O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente.
O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. (...) O amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe.
(...)
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, (...). A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um minuto de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também. "
Miguel Esteves Cardoso
Há dias assim, é do cair da folha.